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Infertilidade conjugal: o que é, quais as causas e como tratar.

 Índice

Índice

1.  O que é infertilidade conjugal e como é feito o diagnóstico

2. Quais as causas da infertilidade feminina

    2.1   Fatores ovarianos

    2.2   Fatores tubo-peritoneal

    2.3   Fatores uterinos

    2.4 Endometriose

3. Quais as causas da infertilidade masculina

    3.1   Disfunções sexuais

    3.2   Alteração na qualidade do sêmen

    3.3   Azoospermia

4. Afinal, existe tratamento para infertilidade conjugal?

    4.1   Coito programado (relação sexual programada)

    4.2   Inseminação intrauterina

    4.3   Fertilização in vitro

    4.4   Tratamento Cirúrgico

A dificuldade para engravidar é um problema que afeta casais em todo o mundo, aumentando a busca por clínicas especializadas em reprodução assistida. Como a causa para a ausência de gravidez pode estar relacionada tanto ao homem quanto à mulher, é utilizado o termo infertilidade conjugal.

Mas como diagnosticar e tratar a condição?

     1 . O que é infertilidade conjugal e como é feito o diagnóstico

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que a infertilidade conjugal é a ausência de gravidez espontânea após um período de um ano com relações sexuais frequentes (cerca de três vezes por semana), sem o uso de métodos contraceptivos.

Existem dois tipos de infertilidade:

 * A infertilidade primária é quando um casal nunca teve filhos

 * Já a infertilidade secundária ocorre quando um casal já teve filhos ,  ou quando a mulher já engravidou, mas sofreu um aborto, e ocorrem dificuldades de ocorrer uma nova gestação.

No caso das mulheres com mais de 35 anos, recomenda-se que a investigação seja realizada após seis meses de tentativa.

Como é feito o diagnóstico?

Nas mulheres :

  • ultrassom pélvico;

  • ultrassom transvaginal;

  • histerossalpingografia;

  • dosagens de hormônios (FSH, LH, estradiol, progesterona, hormônio anti-mulleriano, prolactina, TSH, T4 livre).

Nos homens

Já o diagnóstico da infertilidade masculina é realizado após análise do exame de espermograma. 

Além disso, são solicitados exames de sorologia (sífilis, HIV, HTLV 1 e 2, hepatite B, hepatite C, toxoplasmose, rubéola) para o casal como pré-requisito da ANVISA para realização de tratamentos.

É necessário alertar que cerca de 40% dos casos de infertilidade são causados por fatores masculinos, outros 40% por fatores femininos e entre 20 e 40% por uma associação de fatores masculinos e femininos.

     2. Quais as causas de infertilidade feminina?

As causas da infertilidade feminina estão associadas a fatores ovarianos, fatores tubo-peritoneal, fatores uterinos e endometriose.

2.1 Fatores ovarianos

Um dos exemplos mais clássicos é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que altera os níveis hormonais e leva à formação de cistos nos ovários. Mas, existem outras causas, como alterações hormonais e hipogonadismo-hipogonadotrófico.

2.2 Fatores tubo-peritoneal

Destacam-se os processos infecciosos e/ou inflamatórios no abdômen, cirurgias prévias e a endometriose nas tubas uterinas.

2.3 Fatores uterinos

Englobam miomas (nódulos de musculatura uterina), pólipos, sinéquias (aderência de tecidos), adenomiose (presença de tecido endometrial na musculatura do útero) e septos uterinos.

2.4 Endometriose

A endometriose é uma doença inflamatória que consiste na presença de tecido endometrial fora do endométrio e pode prejudicar a qualidade dos óvulos e alterar a implantação embrionária.

     3. Quais as causas de infertilidade masculina?

A infertilidade conjugal também pode ser causada por fatores masculinos, como disfunções sexuais, alterações na qualidade do sêmen e azoospermia.

3.1 Disfunções sexuais

A dificuldade para manter a ereção, seja por razões psicológicas ou anatômicas, que possibilite as relações sexuais pode estar relacionada a infertilidade masculina.

3.2 Alteração na qualidade do sêmen

As alterações na qualidade do sêmen, que englobam diminuição na concentração, motilidade ou morfologia (formato) dos espermatozoides, podem influenciar na fertilidade.

3.3 Azoospermia

É a ausência total de espermatozóides no sêmen, causada por obstrução de passagem no trato genital masculino ou pela ausência da produção de espermatozóides nos testículos.

Além disso, é importante ressaltar que em cerca de 10 a 15% dos casos o diagnóstico não é fechado para determinar as causas da infertilidade conjugal.

     4.  Afinal, existe tratamento para a infertilidade conjugal ?

O tratamento da infertilidade conjugal depende da causa do problema. Sendo assim, pode variar entre tratamento de baixa complexidade (coito programado, inseminação intrauterina) e alta complexidade (fertilização in vitro), além de tratamentos cirúrgicos.

4.1 Coito programado (relação sexual programada)

O “coito programado” consiste em acompanhar o ciclo menstrual da mulher para determinar em qual período há maior chance de gravidez para que seja realizada uma estimulação ovariana ( indução da ovulação ) e orientar o casal sobre o momento mais favorável à fecundação.

4.2 Inseminação intrauterina

A inseminação intrauterina é a inserção do sêmen, coletado e preparado previamente, no interior do útero antes da ovulação. O método permite que os espermatozóides cheguem até os óvulos para que ocorra a fertilização e a formação do embrião. 

Tanto no coito programado quanto na inseminação é possível realizar a estimulação ovariana para crescimento de folículos.

4.3 Fertilização in vitro

A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais famosas. O tratamento consiste na formação de embriões em laboratório, que posteriormente serão transferidos para o útero.

4.4 Tratamento cirúrgico

Miomas, pólipos, malformações uterinas e alterações tubárias que estejam dificultando a gravidez podem ser corrigidos via laparoscopia ou histeroscopia. Já os homens podem tratar cirurgicamente a varicocele (dilatação anormal das veias dentro do escroto) e reverter a vasectomia.

O diagnóstico e a escolha do tratamento para infertilidade conjugal são feitos por um médico especialista em reprodução humana. Agende uma consulta e tire suas dúvidas.

 

 

 

Dr.Anderson Azevedo Andrade

GINECOLOGIA E OBSTETRICIA na Clínica Progestare.

CRM – MG 45.943

Formado em Medicina pela Univaço – Faculdade de Medicina do Vale do Aço – Ipatinga – MG

Pós graduado em Administração Hospitalar pelo Grupo Uninter

Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela UFJF  -  Faculdade de Universidade Federal de Juíz de Fora - MG

Pós – Graduado Em Reprodução Humana Assistida no Centro Universitário Internacional Uninter


Especialidades:


- Ginecologista

- Obstetra

- Gestação de Alto Risco Obstétrico

- Colposcopia

- Infertilidade conjugal

- Reprodução Humana Assistida

 

Hospitais onde atua:

 

Hospital Márcio Cunha – Ipatinga – MG https://fsfx.com.br/hospital-marcio-cunha/

 

Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço – Coronel Fabriciano -MG https://www.unimedvaledoaco.coop.br/#/home/paginas/1317